Hoje, o medo foi o nosso convidado.
Começámos por conversar sobre os eles (os medos). Houve quem falasse com facilidade e quem precisasse de mais tempo para encontrar as palavras certas. Falámos dos medos que aparecem à noite, dos que vivem na imaginação e daqueles que surgem quando menos esperamos. Aos poucos, fomos percebendo que cada medo tem a sua história, mas que ninguém está sozinho quando o sente.Depois, deixámos cair algumas gotas de tinta no papel e soprámo-las em diferentes direções. Entre manchas, caminhos inesperados e muita curiosidade, começaram a surgir formas estranhas e divertidas, prontas para ganhar olhos e transformar-se em pequenos monstrinhos.
Talvez porque os medos sejam um pouco assim: quando ficam escondidos, parecem maiores. Mas quando lhes damos espaço, forma e até um rosto, tornam-se mais fáceis de conhecer.
Porque olhar para o medo não o faz crescer. Às vezes, ajuda-nos apenas a vê-lo de maneira diferente.
Rita Marques, Psicóloga do 1.º Ciclo



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