Quando um gesto cabe numa tira de papel não sabe o efeito que tem. Há sorrisos que podem durar um dia inteiro. Abraços que podem ser chão. E piscares de olho que trazem empatia. As crianças também escutam com o corpo. E com os olhos, através da forma como são tocadas pelo mundo.
São palavras que ficam. Não fazem barulho, mas ficam. Palavras que se colam à pele e, devagarinho, começam a fazer parte daquilo que a criança acredita ser. E assim, se trabalham as características boas que cada um reconhece em si. E as que os outros conseguem ver. Descobre-se que, é mais fácil elogiar do que aceitar o elogio. E que, quando o conseguimos fazer, podemos abrir pequenas janelas por dentro.
Um elogio não levanta a voz. Levanta o peito. E quando damos por isso, a criança cresce um pouco por dentro. Não para agradar mas para existir.
E assim vai o Laboratório de Emoções, onde a comunicação positiva não precisa de discursos. Precisa de presença. De escuta. De verdade.
E às vezes é só isso. Um gesto simples a dizer: tu importas.

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